Desde ano passado há uma campanha na TV explicando que Israel está secando, isto é, a maior fonte de água do país - o Kineret - está sumindo. Abaixo um gráfico que encontrei com o nível do Kineret até o ano de 2000. O gráfico não é muito atual, mas a tendência é clara. A Autoridade de Água tem um sítio na intenet e lá divulga como anda o nível do Kineret.
Por que o Kineret está secando? Não sou especialista em água, mas não parece tão complicado... Cada ano tem mais gente nascendo, mais gente tomando água, tomando banho, etc. Abaixo fotos do estado atual do Kineret. No sítio da Autoridade de Água (http://www.water.gov.il) artistas nos ensinam o que tenhos que fazer para ajudar na situação. - Tomar banhos mais curtos (eu diminui na quantidade, não na duração) - Não escovar os dentes com a água correndo (pódexá) - Não regar o jardim (já deixei até o cactus morrer)
Abaixo o clip da campanha (não vou traduzir, quem não entende olha só as imagens que dá pra entender o sentido)
Hoje o orçamento do Estado estava sendo finalizado e foi aprovada a seguinte medida: Uma família de 4 pessoas, que passar de 15 metros cúbicos de água mensais, pagará 20 shkalim (+- 10 reais) por metro cúbico adicional. O preço do metro cúbico aqui em Israel é de 81 centavos. Quanto custa no Brasil?
Abri um blog dedicado a músicas hebraicas: http://shirimemportugues.blogspot.com/ De vez em quando adicionarei novas músicas, com a letra em hebraico, a transliteração e a tradução ao português. No começo de cada post há um vídeo com a música sendo tocada - normalmente com imagens do próprio artista cantando. Aqueles interessados na cultura hebraica estão mais que convidados a visitar e divulgar.
Deixei o blog congelado nas últimas semanas poruqe no dia 22/02/09 me casei com a Liat. Esse blog não é exatamente sobre minha vida pessoal, mas faço uma excessão e deixo abaixo o videozinho que a Liat fez e que passou no telão no dia do casamento.
O partido Chadash (em hebraico: Novo) lançou uma campanha na internet que se parece muito com as propagandas da Apple tirando sarro do Windows. Veja abaixo
Chadash é uma sigla para "Frente Democrática pela Paz e Igualdade." O partido é composto por árabes e judeus.
Parece que Likud e Kadima contrataram o mesmo publicitário. Ambos querem aumentar seu número de cadeiras na Knesset às custas dos partidos menores de seus respectivos blocos: Likud na direita e Kadima na centro-esquerda. Vejam como as propagandas são parecidíssimas:
Faltam 5 dias pras eleições, e os políticos já não sabem mais o que inventar. Tzipi Livni e outros do Kadima foram ontem para a discoteca HaUman 17 em Tel Aviv.
Tzipi foi anunciada como Tzipi Fucking Livni, e o vídeo acima foi posto no youtube pelo próprio canal do youtube da campanha dela, então parece que ela gostou do apelido, e por isso no futuro me referirei a ela sem esquecer de seu nome do meio: Fucking :-)
Seguindo a dica da Frida, que comentou o post Barak mostra os dentes (clique e leia o comentário), resolvi falar a respeito da escola atingida em Gaza por Israel. No link acima está um post de Reinaldo Azevedo, contando que a ONU disse só agora, um mês depois, que o ataque à escola da ONU não aconteceu. Eu não tinha lido nada a respeito, e a princípio fiquei desconfiado, pois uma notícia dessas tem que abrir os telejornais de todo o mundo, e não se vê nada! Procurei a reportagem do Haaretz citada por Azevedo, e encontrei: UN backtracks on claim that deadly IDF strike hit Gaza school. A história é essa mesma, Israel não atacou a escola. Como a ONU anuncia isso? "Foi mal aí, nos enganamos... esperamos não ter causado nenhum incômodo." [palavras minhas] Ban Ki-moon considerou o suposto ataque "totalmente inaceitável". Agora ele tem que vir e falar que é totalmente inaceitável uma mancada dessas. Tem que tomar o exemplo de Obama, que indicou para ministros pessoas que não pagaram impostos, e disse na TV "I screwed up".
Já entramos nas notícias, então lá vai mais uma: lembram a ajuda humanitária para Gaza? O Hamas a está roubando da ONU e pegando para si e seus protegidos. Quem está fazendo esse trabalho sujo? A polícia. Link para notícia a respeito no Haaretz.
Agora um último engano, dessa vez por parte de Israel, pra dar uma equilibrada. Dia 16 de Janeiro o exército de Israel atacou uma casa e matou três das filhas de um médico palestino que trabalha em Israel. O exército investigou o caso e concluiu que foi um erro: "we all make mistakes, and we don't repeat them." Artigo do Haaretz.
Ontem Ehud Barak foi dar uma palestra na Universidade Ben-Gurion, em Beer Sheva, onde estudo. No último minuto consegui um bilhete de entrada (eles esgotaram em minutos) e fui vê-lo (a foto fui eu quem tirou).
Ele primeiro falou contra os partidos de direita, entre eles Likud e Israel Beitenu. Disse que temos que fazer o bloco Centro-Esquerda ficar mais forte. Depois passou a explicar por que deve-se votar no Avodá e não no Kadima ou Meretz.
O que achei? O cara fala bem pra cacete, nunca o tinha visto falar tanto tempo, muito menos ao vivo. O raciocínio dele é direto, e sabe levar o público consigo. Muitas vezes se entusiasmava e aumentava o tom de voz.
De tudo o que disse, o que mais me marcou foi o seguinte: O partido Kadima se formou há três anos principalmente com políticos vindos do Likud e do Avodá. Barak disse que quando se vota no Kadima, não se sabe ao certo onde seu voto vai parar, pois depois das eleições um parlamentar do Kadima pode abandonar o partido e se juntar ao Likud, o que é permitido por lei. Para ter-se certeza que o seu voto vai para onde você quer, Barak diz que tem que se votar no Avodá. Esse argumento nunca tinha escutado antes, e faz sentido.
O partido Gil (pronuncia-se com "g" de gato, e não de gente), dos aposentados, está oscilando nas pesquisas eleitorais entre 0 e 2 cadeiras na Knesset. Nas últimas eleições eles "não deveriam" ter nenhuma cadeira, mas acabou que ganharam 7 cadeiras. Foi a grande surpresa das últimas eleições, e é a prova que nem tudo as pesquisas podem prever.
Gil em hebraico significa "idade" e também "alegria". As letras que escolheram para serem impressas nos papeizinhos que se põe na urna formam "Zach", que significa pureza.
Pesquisa do dia 03/02/2009, pelo Instituto Geocartografia. Fonte
Destaques: - Israel Beitenu, do Liberman, já é o terceiro maior partido, empatado com o Avodá. - O Likud, que já teve mais de 35 cadeiras em pesquisas anteriores, está perdendo votos para o Liberman, e pela primeira vez o ataca na propaganda eleitoral. - Partido Gil, dos aposentados, aparece com 2 cadeiras na Knesset. - Meretz aparece com 9 cadeiras, depois de muito tempo na faixa das 5 cadeiras (erro estatístico?)
Bloco da Direita: Likud (24) + Israel Beitenu (17) + Shas (11) + Ichud Leumi (6) + Yahadut Hatorá (5) + Habait Hayehudi (2) = Total de 65 cadeiras Bloco Centro-Esquerda: Kadima (21) + Avodá (17) + Meretz (9) + Gil (2) = Total de 49 cadeiras Partidos Árabes: Chadash (2) + Raam/Taal (2) + Balad (2) = Total de 6 cadeiras
A palavra "últimas" no título quer dizer que é a pesquisa mais recente, não é a última que se fará até as eleições, na próxima terça-feira 10/02.
Essa é talvez uma das mais importantes notícias sobre o conflito. Não é novidade, mas aí lemos o que a própria liderança palestina pensa sobre o Hamas. Essa notícia é um cala-boca pra quem acha que temos que negociar com terroristas, dar o outro lado da cara pra bater, que não importando as diferenças temos que sentar e conversar. Conversar com quem? Com o Hamas? Abaixo parte da reportagem publicada na Folha Online:
"Verdadeiramente e honestamente, nenhum diálogo [irá ocorrer] com aqueles que rejeitam a OLP, e eles tem que reconhecer que a OLP é o único legítimo governo do povo palestino. Aí teremos diálogo", disse Abbas na capital do Egito, Cairo, após se encontrar com palestinos feridos na recente ofensiva israelense na Faixa de Gaza. "Eles [o Hamas] assumiram riscos com o sangue do palestinos, com seus destinos, seus sonhos e aspirações de um Estado palestino independente.
Na reportagem está escrito somente que "O Hamas assumiu o controle da Faixa de Gaza em 2007." A informação é pouca e joga tudo o que é importante para baixo do tapete. Ajudaremos então a Folha a se recordar. Todas as notícias abaixo foram publicadas na Folha Online, e clicando em seu título, pode-se chegar na notícia original.
Mensagem para a Folha Online: da próxima vez, escrevam "O Hamas assumiu o controle da Faixa de Gaza em 2007, por meio de um violento golpe de estado." Não sou eu quem está dizendo, são vocês.
O partido Ale Yarok (folha verde) se dividiu por problemas internos, e hoje há o partido Ale Yarok e "Adultos" do Ale Yarok juntos com os sobreviventes do holocausto.
O que os maconheiros tem a ver com os sobreviventes? Acho que nada, a não ser a mínima quantidade de simpatizantes, e por isso a conveniência da união. Vejam que esquisito é ver um velhinho sobrevivente do holocausto defendendo a legalização da maconha:
O logo deles, escrito embaixo "a escolha moral":
O partido Ale Yarok não deixou barato, e fez uma campanha super polêmica. Abaixo está o líder do partido fumando um baseado no túmulo do fundador do Estado, David Ben-Gurion. A família protestou e hoje a propaganda não apareceu na TV, mas está no youtube...
Ninguém pode dizer que em Israel as eleições só tem o tema de segurança nacional como tema hegemônico...
Propaganda eleitoral do Likud, contra Tzipi Livni, líder do Kadima.
Hoje começaram as propagandas políticas na TV. Muita coisa boa, muita coisa ruim também... Destaques, na minha opinião, foram as campanhas do Israel Beitenu e do Avodá. Sobre o Israel Beitenu já falei faz pouco, é a mesma campanha, só que ampliada. Já o Avodá está batendo forte agora no ponto que Barak fala a verdade e não esconde nada, e que pra um político ser bem sucedido, ele tem que mentir, e isso o Barak não faz.
Abaixo uma propaganda do Likud contra Tzipi Livni. Está escrito "esperávamos mais", fazendo um jogo de palavras como o nome dela - em vermelho.
Com tão poucas semanas de campanha política, parece que fica difícil fazer uma campanha que constroi algo. Muito mais fácil é fazer os outros sangrarem. Um alvo fácil é o Likud, que é líder das pesquisas de opinião.
O vídeo abaixo provavelmente foi feito pela campanha do Kadima, que é por enquanto segundo lugar e espera ganhar votos que "hoje são do Likud". Há muito mais vídeos negativos, mais tarde colocarei vídeos contra a Tzipi, o Barak, e outros.
O rabino Melchior é como um ornitorrinco. Não deveria existir um mamífero que bota ovo, da mesma forma que não deveria existir um ortodoxo que concorda com transporte público de Shabat [Melchior, se você fala português e está lendo meu blog, entenda que falo isso com todo o respeito do mundo]. Melchior é uma ponte entre dois universos que quase não tem contato, e o faz de forma articulada e inteligentemente. Certamente ele é uma das figuras públicas que mais admiro. Pena que seu partido provavelmente não terá suficientes votos para passar a porcentagem mínima de votos para estarem representados na Knesset...
Acho que "Só Liberman entende árabe" é provavelmente um dos melhores lemas de campanha eleitoral que já ouvi, muito melhor do que "Sem lealdade não há cidadania." Não me entendam mal, abomino o Israel Beitenu e suas propostas facistas, mas acho que o Liberman encontrou um bom marqueteiro que pode expandir o seu eleitorado, que já não é pequeno!
Não gosto de ouvir que gente saiu para as ruas para apoiar o Hamas. Isso me incomoda de verdade. Mas Israel é um país democrático, e portanto deve defender a liberdade de expressão de todos. Por outro lado, o Hamas não é qualquer organização, eles são terroristas e inimigos declarados. E aí, como fica?
Acho um absurdo diversos parlamentares árabes não denunciarem o Hamas, e se esconderem por trás de frases do tipo "Nosso partido e o Hamas tem algumas divergências." Esses parlamentares que participam do processo democrático deveriam acusar o Hamas por tudo que ele é, podendo certamente manter suas críticas à guerra, à morte de civis, ao "processo de paz" etc. Quando parlamentares árabes-israelenses mantêm um relacionamento estreito com líderes do Hamas, Jihad Islâmico ou Hizbala, isso certamente pode ser considerado traição, e aí acho que Liberman tem razão.
Se fôssemos fazer um "teste de lealdade" ao Estado de Israel, muitos dos árabes israelenses não passariam. Vale lembrar que muitos judeus ortodoxos tampouco passariam no teste. Aí vêm a pergunta: devemos anular a cidadania desses cidadãos ou expandir o nosso conceito do que significa ser leal ao Estado de Israel e seus valores judaicos E democráticos? Essa é uma pergunta muito difícil, creio eu, e com o clima pós-guerra por aqui, o Liberman acertou em cheio em cutucar uma ferida da sociedade israelense.
Tanto fala-se de Ehud Barak como um do trio de prováveis primeiro-ministro (junto com Bibi e Livni), mas o Liberman não está mais longe de ser primeiro ministro que o Barak - ambos os partidos estão empatados pelas pesquisas de opinião [que medo!]. Os leitores estão convidados a opinar o que acham a respeito do dilema (liberdade de opinião e expressão vs. segurança nacional e caráter do estado).
Adesivo da campanha. "Sem lealdade - não há cidadania."
Site da petição A petição diz: "Nós pedimos o anulamento da cidadania de pessoas que se identifiquem com o inimigo e não demonstram uma mínima lealdade ao país onde vivem. Sem lealdade - não há cidadania." No site dizem que o objetivo é 100 mil assinantes, mas até agora só cerca de 300 de dispuseram.