Thursday, 15 November 2012

Apoio popular

A grande maioria da população de Israel apóia a operação em Gaza, mesmo que o preço seja centenas de foguetes e a interrupção da rotina em meio país. A população do sul já está farta de viver em constante medo. Não é só agora que caem foguetes, isso acontece ao longo do ano inteiro, principalmente em Sderot e nos kibutzim e moshavim ao redor de Gaza.

O objetivo da operação é aumentar consideravelmente o poder de dissuasão de Israel. Não encontrei uma boa tradução de הרתעה (hartaa) para o português, em inglês é deterrence, melhor que dissuasão, acho. A ideia é que no futuro o Hamas pense 10 vezes antes de lançar qualquer foguete, pois sabe que Israel está disposto a responder duramente.

Já ouvimos isso há quatro anos, o objetivo da operação Chumbo Fundido era a mesma. Funcionou? Na minha opinião, não.

Durante muitos meses houve calma na região, e parecia tudo bem. Aos poucos foguetes de curto alcance foram sendo mandados aos assentamentos em volta de Gaza, até que disparos esporádicos a Ashkelon, Beer Sheva e Ashdod eram considerados, se não aceitáveis, "coisas da vida".

Eu também apoio a operação do exército em Gaza. Apoio a destruição dos armazens de armas do Hamas e demais organizações, e apoio o assassinato seletivo dos líderes do Hamas. (Embora quando eu penso bem sobre o assunto, vejo a problemática envolvida em se matar pessoas que não foram julgadas e não tiveram o benefício do due process de um Estado de Direito. Minha opinião muda dependendo do humor, mas já está na hora de fechar os parênteses...) Sigo. Acho que a solução é dupla:
1) deterrence
2) diálogo com os palestinos, para a solução do conflito.
em suma: o bom e velho carrot and stick



O Hamas não é uma organização com a qual Israel pode dialogar. Pelo menos não hoje, não com os objetivos que eles tem. Por outro lado, Netanyahu não pode parar qualquer diálogo com a Autoridade Palestina por 4 anos e nos oferecer somente um tipo de solução (stick). Netanyahu nos fez um desserviço (na verdade vários, mas no que diz respeito ao tema em questão fico com apenas um), quem sabe o novo governo a se formar em poucos meses saiba balancear os músculos e o cérebro.

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