Wednesday, 21 November 2012

Uma universidade aos gatos

Faço doutorado em Física na Universidade Ben-Gurion do Negev, em Beer Sheva. Há uma semana a universidade está fechada por causa dos constantes ataques que Beer Sheva sofre. Essa paralização afeta mais de 15 mil estudantes, bem como cerca de 3 mil funcionários.


Abaixo um vídeo sobre a situação na universidade:


Quase todos os edifícios da universidade são de concreto, e não é difícil encontrar refúgio quando toca uma sirene. Aliás, há salas protegidas contra mísseis em todos os andares de todos os edifícios, e a sinalização é muito boa. A sala protegida do meu andar fica bem na frente da sala dos doutorandos onde tenho minha mesa, e quando toca a sirene metade do departamento se encontra lá pra bater um papo estranho de alguns minutos.

O que fazem os seguranças que ficam no portão de entrada da universidade, longe de todos os prédios? Nesses dias eles ganharam o seu próprio refúgio. Minutos após a instalação do tubo de concreto a sirete tocou mais uma vez e lá foram todos se esconder:
 

Eu já estive presente na universidade durante diversos ataques dos foguetes. Não em "tempos de guerra" como agora, mas em "tempos de paz", quando alguns poucos foguetes podem ser lançados de Gaza em um atrito de poucas horas ou dias, normalmente sem muita divulgação da mídia fora de Israel. Já fui pego diversas vezes na minha sala no departamento de física (a 5 passos do refúgio), no laboratório, andando por aí indo almoçar. Teve uma vez que eu queria ir a uma palestra no auditório e os ingressos haviam terminado. Meia hora antes da palestra teve um foguete, e eu fiquei feliz(!), porque provavelmente alguém faltaria à palestra eu eu poderia ter um lugar para sentar (foi exatamente o que aconteceu).

Um aluno da universidade está fazendo um video log nesses tempos de guerra, confiram:


Leia mais a respeito em
The Times of Israel - For the flagship university of southern Israel, sirens replace bells

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